As formas cinematográficas da história

Autores

Palavras-chave:

Cinema e História, Estética e História, Cinema moderno, Siegfried Kracauer

Resumo

Este ensaio não aborda o cinema nem como uma linguagem, nem como um objeto de uma história que seria sua própria. Foca, em vez disso, no cinema pela maneira que este dá forma a uma realidade histórica, mantendo distância desta por meio da mise-en-scène, ao mesmo tempo em que a revela por impregnação natural (o realismo “ontológico” do cinema). O cinema, assim, dá uma forma à história, pois pode mostrar a realidade de um momento ao dispor seus fragmentos segundo uma organização original: mise-en-scène. Ao dar forma à história, ele a torna visível. Olhando para teóricos da história – Kracauer, em primeiro lugar – que identificaram homologias entre cinema e história, o artigo também aponta para analogias intrínsecas entre os meios: a coleção de fatos e personagens memoráveis (a trama primária de quase qualquer filme), uma prática de memória, e a possibilidade de um destino comum. A “forma cinematográfica da história”, portanto, se refere à capacidade do cinema de “embalsamar o real”, e, consequentemente, preservar uma realidade arquivística ou uma autenticidade documental da história; de revelar em detalhes a história do século; e de se tornar uma “projeção” do mundo.

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Publicado

2026-03-06

Como Citar

SALUOTTO, Giovanni; DE BAECQUE, Antoine. As formas cinematográficas da história. Faces da História, [S. l.], v. 12, n. 2, p. 407–422, 2026. Disponível em: https://portalojs.assis.unesp.br/index.php/facesdahistoria/article/view/3410. Acesso em: 7 mar. 2026.